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Sbado, 24 de outubro de 2020
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Artigo

RELACIONAMENTO, o grande laboratório de nosso Eu na VIDA!

As relações são a própria vida é o que contribuiu ao desenvolvimento dela.

 

O que é a vida?

A vida é a relação que o nosso ser tem com todas as coisas. A atitude de relacionar-me determina a minha vida. Essa atitude no nosso plano de consciência humana é dual.

Relacionamo-nos de maneira positiva quando tendemos a unir-nos, a conectar-nos com o todo, ou de maneira negativa, quando tendendo a desunir-nos ou não conectar-nos.

A relação destrutiva, não obstante, é menos prejudicial que a ausência total da relação.  Apesar da relação destrutiva, levar a um clímax de negatividade, a crise que ela produz termina conduzindo-nos à dissolução da negatividade. No entanto, a ausência total de relação é a própria oposição ao movimento vital.  A meta das relações é a união.  A atração entre os opostos complementares é a lei universal do que chamamos de “amor”.

 

Como uma consciência humana se capacita a relacionar-se?

Quando ela tem a capacidade de fluir para a união.

 

De que isso depende?

Da sua vontade interna para unir-se e de sua disposição de correr riscos, da sua coragem (ação do coração).

Significa arriscar-se a envolver-se com a emoção, independentemente de errar, sofrer ou ter sentimentos negativos. No nosso tempo evolutivo, o padrão das nossas relações é uma combinação numa mesma consciência entre a liberdade de se relacionar numas áreas e a obstrução em outras. É a combinação entre prazer e insatisfação.

 

O que é o prazer?

É a vida, é o fluxo livre de consciência, é o que se realiza na união em todos os níveis (do físico ao espiritual).

Na ausência do prazer ou insatisfação há obstrução das correntes da vida, obstruções inconscientes nos diversos planos que impõem uma ausência de prazer, ou ausência de fluxo que afeta a um verdadeiro laço, e ao intercâmbio relacional. Há carência de profundidade no contato.

 

O que determina a profundidade numa relação?  (este é um fator decisivo que mede o intercâmbio, não o fato de estar juntos fisicamente, ou formalmente).

  1. O nível de comunicação: Arriscar-se a ser honesto consigo e com o outro.
  2. O nível de exposição: Comprometer-se a estar aberto a expressar os sentimentos mais profundos.
  3. O nível de compromisso: Ter a capacidade de se arriscar e ter responsabilidade (respostas) entre as causas e efeitos dos meus atos na relação.

Uma pessoa pode ser sozinha e ter muita profundidade nas suas relações. Outra pode estar junto a alguém de maneira superficial uma vida inteira. Requer que cada consciência se responsabilize pelas distorções que impedem seu fluxo a união. Uma relação sem fricções aparentes não implica um compromisso profundo e sadio.  Numa relação em crise, pode nos parecer que aparentemente está ficando pior, e no obstante está se vivenciando um pré-requisito de uma cura.

Quando duas ou mais pessoas crescem juntas, em qualquer tipo de relação, (companheirismo – amizade – amor) passam por várias etapas: Idealização – decepção – manipulação – crise – reequilíbrio.

O desequilíbrio que atrapalha na vida de casal é SISTÊMICO, quando cada um está preso ao contexto maior de seu sistema de origem.

 

O que cria a separação numa relação? 

O dano causado pelas expectativas e exigências dos participantes, a recriação dos padrões inconscientes negativos que levam à separação e são repetidos na relação.

Às vezes essa expectativa advém dos Campos Familiares, das memórias inseridas nesses campos, seja de traumas no sistema (especificamente de relacionamentos), sejam os emaranhamentos (fidelidade ao sistema anterior, compensações).

Na Terapia de Casais, tanto as questões de interações negativas do ego pessoal precisam ser transmutadas, como as questões sistêmicas. Esta última tem maior profundidade e força de bloqueio. São mais difíceis de seres vistas.

Nas parcerias o Amor a segunda vista, como chama Bert Hellinger, (te amo com tuas diferenças)  cura-se dos emaranhados sistêmicos uma vez que Amo aquilo que te guia e amo aquilo que me guia! Novamente assinto o que vem do sistema de meu parceiro (a) com gratidão. Amo a origem que trouxe ele para esta parceria.

 

Quem é mais responsável numa relação?

Aquela pessoa mais desenvolvida conscientemente, porque é ela que buscará uma interação mais profunda perante os conflitos e maior integridade.

Quando existe um emparelhar-se em consciência, ambos são responsáveis.

Quando a destrutividade é uma constante interferência para o desenvolvimento de sentimentos de harmonia e crescimento, e esse último torna-se impossível pelo contato predominantemente negativo, o Guia de Pathwork diz que a relação deve ser cancelada. Geralmente é a pessoa mais desenvolvida que toma a iniciativa.

Explorar a interação negativa e seus efeitos é um objetivo, difícil mais muito recompensador.

 

Aonde eu vou, se é que vou?

A ordem básica nas relações, e especificamente de maior importância, entre  parceiros compromissados numa relação completa (física – mental – emocional e espiritual) é a ordem do equilíbrio entre o dar-receber, segundo a abordagem sistêmica de Bert Hellinger.

Significa que existe igualdade no tomar e dar entre dois parceiros.

Quando não se toma toda a força dos pais e dos ancestrais, arriscamos a ficar sem a força, e assim na carência procurá-la onde não pode ser dada, a pesar do amor e das boas intenções de nosso (a) parceiro (a). O tomar e dar não estando em equilíbrio comprometem o fluxo da parceria. O desequilíbrio do fluxo causa rompimento e separação.

No desequilíbrio que atrapalha na vida do casal quando é  SISTEMICO (o que acontece geralmente), cada um está preso ao contexto maior de seu sistema de origem.

O problema maior que levamos a nossas relações e de onde se originam a maior parte dos conflitos entre casais, é o que chamarei de demanda projetada. Se dirigem aos parceiros, mas são em relação aos emaranhamentos com a família de origem.

 

A destrutividade nas parcerias pode vir de: 

  1. Problemas não resolvidos na família de origem.
  2. Golpes do destino (acidentes, doenças, perda de filhos, deficiências adquiridas, filhos com deficiência)
  3. Decisões de historia do casal: aborto, desemprego, dívida, infidelidade…
  4. Negação das trocas sexuais: cada parceiro proporciona algo decisivo que falta ao outro.

 

Transmissão da vida: A mulher contribui com sua própria vida dando a luz a seus filhos e nutrindo-os.  O homem protege, dá lugar a seus filhos e os coloca no mundo.

 

Quando se aceita conscientemente e com amor aquilo que permanece em desequilíbrio, podem-se adotar soluções novas que permitem progredir no nível da Alma!

    Sobre o(a) autor(a)

    Graciela Rozenthal

    Graciela Rozenthal. Psicóloga, Psicanalista e Terapeuta Holística. Atua como Consteladora Familiar desde 2005, graduada pela Hellinger Institut Lanshut, possui 4 formações no método e cursou vários módulos com Bert Hellinger. É Coautora do livro Toques da Alma. Trabalhou na Itália e em Buenos Aires como Consteladora Sistêmica e palestrante, realizou palestras e workshops nos Estados Unidos. É Helper autorizada pela Pathwork Fundation desde 2005.  É fundadora e dirigente do Espaço Lumen Gaia e idealizadora da formação Sistêmica do Coração que unifica as abordagens que utiliza na sua vida profissional clínica e transmite para outros. Realiza treinamentos para capacitar essa prática em São Paulo. Acesse o perfil do profissional clicando na foto!!!

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